|
Desenvolvimento Sustentável
O conceito de desenvolvimento sustentável
baseia-se na conciliação da proteção
ambiental, igualdade social e renda econômica, colocando
os indivíduos integrados a produção,
cidadania e consumo.
A nova modalidade de pensamento, oferece a
população o acesso aos serviços da economia
e a integração social, mobilizando os recursos
para satisfazer as necessidades presentes, sem interferir
nas gerações futuras de suprir suas próprias
necessidades.
O ecoturismo, nova atividade econômica
em desenvolvimento global, vem ao encontro de todos os conceitos
elaborados, estudados e discutidos sobre o desenvolvimento
sustentável. Uma modalidade que agrega o envolvimento
sócio - econômico - cultural, capaz de conciliar
a captação de renda, com envolvimento sócio
- político estável, equilibrado, com mecanismos
de distribuição de rendas, com mecanismos de
distribuição de riquezas apto a gerar maior
inclusão social e econômica, respeitando a fragilidade
e a
interdependência dos ecossistemas e o uso sustentável
dos recursos naturais, condição essencial das
necessidades das gerações futuras.
A importância das Unidades de Conservação
para o desenvolvimento sustentável da região
a que pertencem, não são vislumbrada em primeiro
momento devido ao desconhecimento das potencialidades existentes
e identificadas. E tampouco compreendidas as necessidades
de tais levantamentos.
Outro ponto que devemos ressaltar no segmento
do Ecoturismo é, que se observamos com cuidado, todos
os estudos necessários para a elaboração
da estratégia do planejamento e da ação,
teremos um Plano de Manejo minucioso, um EIA/RIMA - regional,
também completo e uma Agenda 21 perfeita, ( Agenda
21, elaborada e aprovada na Conferência das Nações
Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento(RJ, 1992),
composta por infra-estruturas multissetoriais - energia -
água - agricultura - comunicações - transporte
- entre outros, visa: a conservação do solo,
recuperação de áreas degradadas, previnindo
maiores impacto com o desenvolvimento racional das áreas
naturais, rurais e urbanas - promovendo a ruptura do antigo
padrão de crescimento econômico, tornando compatível
ao desenvolvimento com as aspirações do desenvolvimento
sustentável) , associada a Educação Ambiental
em todos os segmentos de atividades econômicos e sociais.
Tais são as necessidades para envolvermos uma Unidade
de Conservação na atividade de Ecoturismo, na
qual todos os pontos são essenciais para o sucesso
real do negócio.
A necessidade de levantamentos e estudos por
equipes multidisciplinares na área de ecoturismo, podem
trazer um novo fluxo de pessoas e idéias que poderão
ser utilizadas em e com aproveitamento da comunidade local,
provendo de imediato a geração dos primeiros
ganhos de riquezas para a região estudada.
O desenvolvimento social, as atividades de
ecoturismo, agricultura orgânica, as atividades comerciais
existentes, cursos promovidos através de instituições
habilitadas, centros de pesquisa, trazem a conscientização
da necessidade da integração social - política
- econômica e ambiental, para o desenvolvimento da atividade
do ecoturismo como uma nova fonte de divisas, um novo ramo
de negócios e de desenvolvimento sócio - cultural
, que resguarda a cultura tradicional como fonte de renda
e a fragilidade dos ecossistemas envolvidos...
Nesse sentido as parcerias com a região,
a que pertence a Unidade de Conservação, deve
ser a pedra fundamental do processo de desenvolvimento, devido
ao desconhecimento da comunidade do potencial da região,
com potencialidades de utilização e aproveitamento
dos recursos naturais.
Estas parcerias devem envolver, se for o caso,
as empresas que estejam integradas com as comunidades mencionadas
no entorno da Unidade de Conservação, ONGs,
Associações, Fundações, etc.,
e Prefeituras, que desejem contribuir no desenvolvimento deste
potencial natural no processo que será apontado pelos
envolvidos no Levantamento, Análise e Diagnósticos
na área de estudo.
Estas parcerias devem ser elencadas não
só a nível nacional, mas, se possível
a nível internacional com projetos apresentados através
do grupo multidisciplinar e com aplicação prática
e que vislumbre para a região, um novo filão
de mercado baseado no incremento do turismo e também
nas possibilidades de alavancagem do negócio, via parcerias,
Desenvolvimento sustentável, significa explorar as
riquezas existentes na Unidade de Conservação
e seu entorno, da responsabilidade social e das futuras gerações,
que devem ser as beneficiadas com futuras benfeitorias realizadas
a médio e longo prazo ,compatíveis a região
e que, desperte a comunidade local o interesse e o desejo
de permanecer na região, tendo assegurado a satisfação
de suas necessidades presentes e futuras.
Neste sentido , o treinamento da mão-de-obra
local, da educação para a população,
da infra-estrutura, saneamento, entre outros, é inevitável
para o desenvolvimento sustentável. Cursos a nível
fundamental, secundário e superior tornam-se necessários
para o suporte a região, melhoria e qualificação
da comunidade envolvida, diretamente e indiretamente.
A Indústria
A infra-estrutura requer uma coordenação
de diversos setores, intimamente interligados para captar,
articular coibir interações perversas e dar
soluções comuns a problemas nos mais diversos
segmentos envolvidos nas atividades do Ecoturismo, promovendo
a formação de um banco de dados para o sistema
de gestão de informações, o controle,
a fiscalização e o uso mais adequado e sustentável
dos recursos naturais com o envolvimento da sociedade urbana
e rural.
No campo da infra-estrutura, o interesse maior
é a promoção do desenvolvimento sustentável
a longo prazo, com a criação de fundos de financiamentos
em geral, capaz de suprir deficiências de recursos,
para garantir a realização de projetos integrados
com vistas ao atendimento dos objetivos do desenvolvimento
do novo negócio e a sua manutenção, com
fins de planejamento, gestão, controle, acompanhamento,
monitoramento, fiscalização interligada aos
diversos setores atuantes direta e indiretamente. Elaborar
formas de planejamento para captar e produzir sinergias entre
os setores atuantes.
Criar uma metodologia contendo formas de parcerias
entre capitais públicos e privados, discutir o planejamento
e reordenar as atividades contemplando a demanda das atividades
Ecoturísticas ou limitando-as para conservar e preservar
o ambiente natural, fonte de captação de recursos
e desenvolvimento.
A dinâmica da infra-estrutura, para
o ECOTURISMO, pode ser comparada a uma grande indústria,
que dispõe de produtos de alto interesse público,
de forma diferenciada e individual. Sua linha de produção
está voltada a associação de vários
segmentos produtivos, que não necessitam estar instaladas
no mesmo espaço físico da indústria.
Exemplo: a indústria automobilística dispõe
de vários setores de produção até
chegar ao produto final que no caso é o carro, encomendado
pelo cliente por cor, conforto interno, modelo, acessórios,
tipos de pneus, etc. Os componentes deste produto, o carro,
não são produzido na sua totalidade no espaço
físico da indústria, mas agregam a montagem
final do produto. E no caso, a produção é
considerada por encomenda aos vários setores
da fábrica e que no caso estes setores irão
produzir, por exemplo só lanternas, a outra só
fios elétricos, outra, só bancos e assim por
diante; que no final encaminharão a fábrica
para reunir as peças e entregar o produto final ao
cliente.
O mesmo ocorre com o Ecoturismo. O produto
é elaborado por encomenda, isto é, roteiros
escolhidos, através das Agências Operadoras (pontos
de vendas da fábrica), ou outras formas desenvolvidas
pelo Marketing, adquirem o produto por um período pré-determinado;
utilizarão os serviços de hotelaria, gastronomia,
condutores, transportes, equipamentos, etc., conforme o seu
roteiro. Utilizarão ainda, a infra-estrutura básica
da região (hospitais, farmácias, saneamento,
coleta de lixo, posto de saúde, telefonia, etc.) adequada
e ecologicamente corretas, nos padrões exigidos para
o ecoturismo e o perfil ambiental.
Como toda indústria, ela é composta
de vários sócios proprietários, presidente,
diretores, setores, operadores, etc. E comparativamente, ocorre
o mesmo com a atividade do turismo ambiental.
Os sócios são compostos pela
sociedade civil, governo e instituições não
governamentais. Neste caso, os sócios dividem a presidência,
mantendo a interligação de informações
automatizadas e de acesso aos outros sócios quando
necessários independentes de presença ou não.
Cada gerente cuidará de um segmento da indústria
e o gerente geral (Gestor Administrativo Ambiental), responsável
maior pelo meio ambiente. É o sujeito que irá
monitorar as atividades ambientais, gerenciar e fiscalizar
o fiel cumprimento das leis e atividades produzidas pela grande
indústria. No entanto cada Sócio, deterá
um estrutura organizacional competente e treinada, com capacitações
periódicas para aperfeiçoamento do seu corpo
técnico, aumentando o diferencial da produção.
A Prefeitura, sócio , cabe a infra-estrutura
urbana e rural através de suas Secretarias Municipais,
tendo como umas prioridades do município controle do
saneamento( ver anexo, modelos simplificados para utilização
em áreas rurais ou ambientais) e destinação
de resíduos (ver anexo, biodigestores para geração
de energia nas áreas rurais), por tratar-se do cartão
de visitas ao município, pois, um município
sem saneamento e destinação de resíduos
afugentam os consumidores, que proverão o desenvolvimento
sustentável da região, além de interferir
diretamente na qualidade de vida.
A sociedade civil, cabe a consciência
e a responsabilidade de preservar e conservar o meio ambiente
urbano, rural e ambiental, considerando que o produto está
agregado a preservação e conservação,
para atrair novos compradores/visitantes e adquirirem nova
fonte de riquezas.
A instituições não governamentais,
a oferta dos serviços necessários para as atividades
do ecoturismo, obedecendo as legislações comerciais,
governamentais e ambientais, e ao Gestor Administrativo Ambiental,
que no caso é o responsável pela Unidade de
Conservação, manter integrada a sociedade industrial
para que juntos e harmonicamente interligados, mantenham a
industria ativa no presente e futuro, através do desenvolvimento
sustentável, participativo.
E a todos, disseminar a Educação
Ambiental, multiplicadores da consciência ambiente,
essência maior para toda a atividade industrial, como
denominamos aqui, ou simplesmente o ECOTURISMO.
Tatyana Hala Brylynskyi* - Administradora
c/ hab em Com Ext.,Pós-Graduada em ECOTURISMO e Mestrando
em MKT e Gestão Empresarial - O texto acima é
parte da monografia defendida na Pós-Graduação.
Co-Coordenadora do Fórum Nacional da Proposta BECE
-Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais - Curitiba - PR
Bolsa Email:<taty@dog.com>
|