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Não
existe fórmula mágica para ser aprovado
em concursos públicos. A não ser estudar,
estudar e estudar. O que significa formar conhecimentos
sólidos na área em questão. Além
de ter tranqüilidade durante a prova. Quem diz
isso são candidatos não só aprovados,
mas aprovados em primeiros lugares de concursos públicos.
A
engenheira Joan Souza foi a número um em dois
concursos: um da Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) e outro do BNDES, onde ficou por cinco anos. Conseguiu
a proeza, diz, porque estava determinada a usar os concursos
para conseguir um emprego estável, com boa remuneração.
E porque, conta, fez muitas provas anteriores, sem se
preocupar com o número de candidatos que disputava
com ela a mesma vaga:
Decidi não me apavorar diante dos milhares de
inscritos.
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Até
porque, boa parte não tinha condição
de concorrer comigo diz Joan, hoje fiscal da Receita
Federal.
Investir
no estudo de português é fator fundamental
Jorge
Rios é quase um candidato profissional: tem várias
primeiras colocações no currículo, como
a das seleções de Ministério Público,
Cefet e CET-Rio. Além de um segundo lugar na Agência
Nacional das Águas (ANA). Segundo ele, estudar português
é fundamental:
A vantagem de passar em todos os concursos é que o
profissional pode trilhar a carreira. Mas, para isso, é
importante dominar as disciplinas referentes à área
e às demais que constam no programa. Se uma pessoa
não é boa em português, nem adianta se
inscrever.
Segundo
Josiana Paganini, técnica em comunicação
da Uerj, são os conhecimentos na área que garantem
a aprovação. Diz isso porque também coleciona
títulos: foi terceiro lugar nas provas da Uerj e do
MEC e quarta colocada na Câmara de Deputados. Tem mais:
É a boa formação, desde o ensino básico,
que traz capacidade de raciocínio e de argumentação,
item fundamental para as provas discursivas.
Aprovação
em concursos públicos conta pontos numa nova seleção
Ser aprovado
em concurso público conta como título em outro
concurso público. Ou seja, tem peso na classificação
final de um candidato e pode ser usado como critério
de desempate em outros processos de seleção.
Para os primeiros colocados, garante ainda pontos extras no
currículo, observam especialistas.
Segundo
Marco Aurélio Guimarães, gerente de concursos
do Núcleo de Computação Eletrônica
da UFRJ, entidade que organiza concursos públicos,
há profissionais que, sabendo do valor da aprovação
em concursos, participam de vários processos de seleção:
Por isso, há quem se inscreva em concursos de prefeituras
só para acumular pontos e ajudar em sua aprovação.
Guimarães
acrescenta que estar entre os primeiros colocados exige muito
mais do que aprovações anteriores. É
preciso estar se dedicando aos estudos há alguns anos.
Há candidatos que chegam a passar, de primeira, em
primeiro lugar. Mas esse candidato é uma exceção.
A vantagem é que ele tem nas mãos o poder de
ir em busca do emprego público que ele considera ideal
diz Guimarães.
A busca
pelo emprego ideal foi o que levou a advogada Lia de Alencar
a escrever o livro Como vencer a maratona dos concursos
públicos, lançado no início do
mês pela Editora Ferreira. Na obra, ela conta, com bom-humor,
como é possível passar nessas seleções.
O
candidato bem preparado disputa com outros três
Lia mostra
como se organizar nos estudos e destaca o peso do apoio e
da compreensão da família. Além da importância
da perseverança de cada um. Isso porque, também
para a autora, estudar é o fator que leva à
aprovação.
Para Sylvio
Motta, coordenador da Companhia dos Módulos e da Editora
Impetus, os profissionais devem ter disciplina para estudar
e se basear nas matérias que são pedidas nos
editais dos concursos. Também é preciso observar,
no edital, que tipo de prova está prevista. E qual
é a entidade que está organizando a prova. Isso
porque cada instituição tem seu estilo de concurso.
O candidato bem preparado está disputando com, no máximo,
três candidatos por vaga. E o maior concorrente dele
é ele mesmo. Por isso, acredito que não exista
susto para quem se prepara para o curso acentua Motta.
Nesse
preparo, Motta inclui a inteligência emocional. Ou seja,
o candidato precisa desenvolver, em paralelo aos estudos,
a auto-estima. E, acentua o coordenador da editora, essa parte
nem sempre é a mais fácil:
Muitas vezes, dá aquele branco. Ou, então, o
profissional se pergunta o que está fazendo naquele
concurso ou discute com o fiscal da prova. E isso prejudica
muito.
No
dia da prova
HORA:
É importante que o candidato chegue ao local da prova
com antecedência de um período que varia de meia
a uma hora. Assim, não corre o risco de ficar nervoso
por conta de atraso, nem fica ocioso por muito tempo.
CONCORRENTES:
É comum o candidato se assustar com o número
de concorrentes, o que pode prejudicar seu desempenho. Nessa
hora, vale lembrar que nem todos se prepararam.
PROVA:
Segundo professores, os candidatos devem ler as instruções
da prova com calma e ter bastante atenção aos
enunciados. Diante de uma questão complicada, passe
adiante.
VÉSPERA:
A máxima de que não vale pegar em apostilas
na véspera da prova deve ser respeitada. A ordem é
desacelerar.
Antes
da prova
ESTUDO: Fazer testes aplicados em concursos anteriores
é fundamental. Assim como ler muito sobre temas normalmente
explorados.
TEMPO:
O candidato precisa organizar seu tempo, principalmente se
estiver cumprindo dupla jornada: estudando e trabalhando.
Fixar horários para diferentes disciplinas pode ajudar.
SONO:
Em época de estudo, aliás, é importante
dormir bem. É o caso de se impor limites aos livros,
mas também evitar noitadas.
TRANQÜILIDADE:
O profissional precisa se preparar psicologicamente para os
exames, o que significa estudar com tranqüilidade e não
se preocupar com o número de concorrentes. Nem com
o nível de dificuldade da prova. O importante é
se manter concentrado.
Veja
também a entrevista feita em abril de 2002 clicando
aqui.
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