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As revistas
e os jornais especializados tem afirmado, seguidamente, que
a utilização de firmas ou cooperativas prestadoras
de serviço podem custar muito mais que o previsto aos
cofres públicos sejam municipais, estaduais ou federais.
Em alguns casos os gastos podem chegar ao dobro ou mesmo ao
quádruplo.
Quando um Ministro perguntou ao motorista que o servia o valor
do seu salário foi informado que o mesmo percebia mensalmente
a quantia de R$ 300,00 e que custava mais de R$ 1.200,00 aos
cofres públicos. Para cada trabalhador terceirizado
o gasto adicional é de mais de 150% do valor de seu
salário, chegando até a 250%. Esse é
o preço da terceirização para o contribuinte.
E muitas vezes o próprio Governo não possui
qualquer controle sobre o número de funcionários
terceirizados que prestam serviços para ele mesmo.
Mas o
custo do trabalhador não deve ser a única preocupação
do governo, que deverá adotar medidas para controle
das terceirizadas. Existem trabalhadores terceirizados que
atuam em setores estratégicos do Governo, o que é
um absurdo, uma vez que ninguém pode servir a dois
senhores ao mesmo tempo- ao Governo e à própria
Empresa. .
O Ministério
Público do Trabalho proibiu a contratação
de Cooperativas que não pagavam direitos trabalhistas
aos empregados. Só é permitida, atualmente,
a contratação de empresas de locação
de mão-de-obra, que embutem nos seus custos os direitos
trabalhistas dos funcionários e os seus lucros, cada
vez maiores. Acontece que muitas sequer repassam ao governo
o dinheiro do FGTS.
A solução
está no concurso público para os serviços
chamados de "atividades fim do Estado" o que, na
prática, significa reassumir o compromisso com o serviço
público de qualidade.
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