|
SP
só atende demanda por água até 2010
A crise
de água que a Grande São Paulo vive hoje não
é a primeira nem
será a última. Por causa de limites naturais
na disponibilidade
hídrica, da poluição de rios e represas,
da ocupação desordenada de
mananciais, do descaso no uso e da falta de políticas
eficientes para
reeducar o consumo e reduzir perdas, a região só
tem água garantida
até 2010.
Se o quadro
atual não mudar, a partir daí, para acompanhar
o aumento
da demanda, será preciso ir longe, gastar muito, enfrentar
disputas
com outros Estados e causar impactos ambientais.
Com obras
e mudanças no processo de produção, até
2006 os mananciais
poderão aumentar seu potencial de geração
de água em 8.700 l/s,
passando de 65 mil para 73,7 mil l/s. O incremento segue o
aumento
anual médio no consumo até 2010, no máximo.
A cada
ano, são necessários mais 2.000 l/s para abastecer
a Grande São
Paulo --sobretudo por causa da entrada de novos consumidores,
com o
crescimento populacional na periferia.
Já
prevendo escassez, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico
do
Estado de São Paulo) cogita quatro alternativas de
abastecimento, das
quais as mais viáveis são o represamento do
rio Capivari-Monos, na
área de proteção ambiental municipal
de mesmo nome, em Parelheiros
(extremo sul da capital), e a captação no rio
Juquiá, em Juquitiba
(Grande SP).
As outras
duas opções são, da mais para a menos
exequível, trazer água
do conjunto de represas de Paraibuna (a cerca de 120 km de
SP); e
reverter o rio São Lourenço (que nasce em São
Lourenço da Serra, na
Grande SP).
Todas
as alternativas têm prós e contras, mas as dificuldades
ambientais, econômicas ou institucionais parecem ser
maiores que os
benefícios de sua exploração. Isso leva
ambientalistas e especialistas
a afirmar que seria melhor investir na recuperação
e conservação dos
mananciais existentes e em medidas eficientes para forçar
a população
a economizar água e a Sabesp a reduzir as perdas na
rede.
Antonio
Marsiglia, diretor de Produção e Tecnologia
da empresa
concorda, mas não totalmente.
Inevitável
Estimando
em cerca de 24 milhões a população da
região metropolitana
em 2020, ele entende que é possível retardar
ao máximo o uso de novos
mananciais, mas que isso seria inevitável.
A Grande
São Paulo está na nascente dos rios que formam
a bacia do
Alto Tietê, por isso a disponibilidade de água
per capita é baixa
-200 mil litros por habitante por ano. A ONU recomenda 2 milhões
de
litros anuais por pessoa.
As obras
que aumentarão a produção dos sistemas
em funcionamento
-investimento que beira os R$ 600 milhões-- já
seriam uma forma de
adiar o gasto maior e o desgaste por trás dos projetos
de médio e
longo prazo.
Elas se
concentrarão no Alto Tietê, em Guarapiranga e
no Rio Grande.
Outra alternativa seria aumentar o aproveitamento da represa
Billings
para o abastecimento. Ela serve 1,3 milhão de moradores,
mas tem
potencial para atender quatro vezes essa população,
segundo estudo
feito em 2002 pelo ISA (Instituto Socioambiental).
Mas há
dois problemas: ocupações ilegais e o uso para
gerar energia.
Por isso a Sabesp tem planos de médio e longo prazo.
O rio
Capivari-Monos poderia ajudar o abastecimento com mais 4.000
l/s.
Para tanto,
seria preciso represá-lo --atualmente, a Sabesp capta
1.000 l/s no local. A proposta original da obra teve o estudo
de
impacto ambiental rejeitado no início dos anos 90 e
foi alterada --a
área alagada foi reduzida, e o bombeamento, reforçado.
Mas não há
unanimidade em torno da idéia.
Enquanto
especialistas como Ivanildo Hespanhol (titular e chefe do
Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária
da Poli/ USP) não
têm restrições, ambientalistas e o secretário
do Verde e Meio Ambiente
do município, Adriano Diogo, têm um pé
atrás.
Os motivos,
além das terras indígenas na região,
são a necessidade de
desmatar áreas de mata atlântica e seus possíveis
impactos, diz
Marussia Whately, do ISA.
Já
a proposta do Juquiá, que poderia aumentar a produção
em 4.700 l/s
é mais bem vista pelos ambientalistas, mas seu custo
a deixou na
gaveta até agora.
As outras
duas opções não são cogitadas
num médio prazo. Tirar água de
Paraibuna envolveria uma disputa com o Rio de Janeiro e Minas
Gerais
-além disso, a oferta é limitada. Já
o rio São Lourenço tem água de
sobra e poderia fornecer até 20 mil litros. Os problemas
são
ambientais (a região também é de mata
atlântica) e econômicos (a obra
é caríssima).
O
GRANDE RIO, Brasília e Recife [ e as demais regiões
metropolitanas
???????] também só tem a´gua até
2010 ou até 2020 se for feito o controle
das perdas e também dos desperdícios........depois
a soluções ficam cada vez
mais caras e difíceis.........ou vamos partir para
o racionamento completo....
VER o primeiro ARTIGO NA PÁGINA www.profrios.hpg.ig.com.br
saudações fluviais, prof. jorge paes rios.........
|