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1) INTRODUÇÃO:
A Estação
de Flotação e Remoção de Flutuantes
baseia-se na tecnologia FLOTFLUX® de tratamento não
convencional, que aplica de forma direta, seqüencial
e em fluxo as técnicas de floculação
e flotação em rios e canais. A solução
incorpora como variável o regime hidráulico
local, e é passível de implementação
em condições ambientais variadas, e para o tratamento
de diferentes vazões. Genericamente, as Estações
de Flotação e Remoção de Flutuantes
operam em 04 (quatro) etapas: (i) retenção de
resíduos sólidos; (ii) injeção
de coagulantes e polímeros - floculação;
(iii) microaeração da massa líquida -
flotação; (iv) remoção e transporte
do lodo flotado. A aplicação do processo resulta
em eficiência significativa na redução
de parâmetros como: os coliformes fecais, que apresentam
reduções médias de 99,9%; o Fosfato,
com reduções médias de 98%; e os Sólidos
Suspensos de 94%. Refletindo em parâmetros mais perceptíveis
de melhoria de qualidade como a Cor e a Turbidez, que chegam
a apresentar índices com reduções superiores
a 95% em relação ao afluente.
2) O PROCESSO DE TRATAMENTO POR FLOTAÇÃO
EM FLUXO PARA MELHORIA DE CURSOS D'ÁGUA:
As primeiras
aplicações da tecnologia de flotação
em fluxo para a melhoria de curso d'água remontam ao
início de 1998, na Praia da Enseada, no Município
de Guarujá, em São Paulo onde foram selecionados
dois canais de drenagem e instalados dois protótipos
para atender à condição emergencial verificada
durante a temporada de veraneio.
Os resultados
obtidos com os protótipos da Praia da Enseada implicaram
a decisão de extrapolar a aplicação da
solução para alguns parques e reservas urbanas
na Região Metropolitana de São Paulo que enfrentam
problemas de poluição hídrica de equacionamento
complexo, relacionados invariavelmente à recepção
de cargas líquidas poluentes provenientes de áreas
de drenagem externas ao seu perímetro.
O sistema
de tratamento constitui tecnologia 100% nacional de aplicação
inédita e inusitada em escala mundial. Na aplicação
do processo FLOTFLUX® tem sido verificada uma alta eficiência
na remoção de poluentes, através da redução
da concentração de substâncias como: os
coliformes fecais, que apresentam reduções médias
de 99,9%; o Fosfato, com reduções médias
de 98%; e os Sólidos Suspensos,de 94%. A redução
dessas substâncias reflete-se em parâmetros visualmente
perceptíveis de melhoria da qualidade como a Cor e
a Turbidez, que chegam a apresentar reduções
superiores a 95% em relação às águas
que entram nas unidades de tratamento.
Outro
importante indicador de melhoria da qualidade das águas
observado com a aplicação do processo de flotação
em fluxo é o incremento na concentração
de oxigênio dissolvido (OD) no efluente pós-tratamento.
Como regra geral, a concentração de OD em corpos
hídricos é um indicador representativo do grau
de poluição relacionado à quantidade
de matéria orgânica presente. Águas não
poluídas possuem concentração mais elevada
de OD, enquanto que baixas concentrações ou
ausência de OD refletem a intensidade dos processos
aeróbios envolvidos na decomposição da
elevada quantidade de matéria orgânica presente
na água. A concentração mínima
para Oxigênio Dissolvido exigido como limite de qualidade
de águas Classe II pela Resolução CONAMA
20/86 é de 5,00 mg/l. Desde o início das aplicações
do processo de flotação em fluxo, a oxigenação
verificada no efluente pós-tratamento tem sido apontada
como um dos grandes impactos positivos na qualidade das águas.
Com instalações
compactas e exigindo um volume reduzido de obras civis, o
processo de tratamento por flotação e fluxo
constitui solução ideal para o equacionamento
da despoluição e preservação da
qualidade das águas de lagos urbanos como os existentes
nos parques da Aclimação e Ibirapuera em São
Paulo - SP.
3) CARACTERÍSTICAS DA ESTAÇÃO DE FLOTAÇÃO
E REMOÇÃO DE FLUTUANTES
3.1) Sistema
de Gradeamento para Retenção de Lixo:
O processo
de tratamento é inteiramente aplicado no corpo d'água,
onde é efetuada previamente a remoção
de resíduos sólidos grosseiros através
de sistemas de desarenação e gradeamento. Este
sistema é composto por grades com a finalidade de reter
resíduos sólidos carreados pelo rio ou canal,
material composto por garrafas, pneus, pedaços de madeira,
etc.. As grades que compõem o sistema possuem funcionamento
automatizado, o material retido é lançado em
uma calha e, posteriormente, em uma caçamba de lixo,
removida periodicamente por um caminhão.
3.2) Comporta
/ Anteparo:
O início
do processo de tratamento físico-químico é
marcado nesse estágio. A este anteparo estão
ligadas tubulações que injetam agentes químicos
coagulantes, tais como Sulfato de Alumínio ou Cloreto
Férrico, que promovem a formação de pequenos
flocos através da agregação dos sólidos
suspensos, além de reações de absorção
e co-precipitação de espécies químicas
dissolvidas presentes na água bruta.
3.3) Injeção
de Auxiliares de Coagulação (Polímeros):
Posteriormente
é inoculada na coluna d'água, através
de uma tubulação transversal instalada no fundo,
uma substância auxiliar de floculação
ou um polímero que, através de trocas iônicas,
age na formação de flocos maiores, que são
mantidos em suspensão dentro da bacia de floculação.
A introdução
de polímero fortemente aniônico ou catiônico,
que são as poliacrilamidas em emulsão de alto
peso molecular, após a reação de floculação,
garante uma alta taxa de redução nas concentrações
de DBO, DQO, fostato total, óleos e graxas, sólidos
suspensos, cor, turbidez, coliformes totais e coliformes fecais,
pois promovem uma filtração química na
massa d'água em tratamento.
3.4) Injeção
de Mistura água/ar Micropulverizada:
Seqüencialmente
ao processo de coágulo/flotação, efetua-se
a injeção de mistura água-ar micropulverizada
na massa líquida, através de equipamentos específicos,
que promovem a Flotação ou sobrelevação
dos flocos. Esse fenômeno pode ser mais claramente entendido
com a adesão das microbolhas de ar liberadas na massa
líquida à superfície dos flocos, com
conseqüente aumento do empuxo e posterior ascensão
dos coágulos, que constituirão uma massa de
consistência homogênea na superfície da
água na forma de lodo, viabilizando a remoção
através de equipamentos específicos.
3.5) Rodas
de Dragagem:
Os conjuntos
de dragas de palhetas ou rodas de dragagem com pás
rotativas são instalados em pontos estratégicos
do canal onde será captado o lodo flutuante na superfície
da água.
3.6) Bomba
de Recalque de Lodo:
O lodo
captado pelos conjuntos de dragas de palheta é captado
por uma bomba e recalcado para a rede coletora local para
posteriormente ser enviado para a Estação de
Tratamento de Esgoto.
3.7) Comporta:
O final
do tratamento é definido pela comporta instalada na
extremidade final do canal, por onde escoam a água
tratada e isenta de poluentes.
3.8) Equipamentos,
Armazenamento e Dosagem de Produtos Químicos:
Os equipamentos
externos ao canal de tratamento e instalações
para armazenamento e dosagem de produtos químicos são
distribuídos em duas edificações construídas
na margem do canal: Módulo de Equipamentos e Casa de
Bombas.
4) DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL:
As aplicações
do processo demonstram que as técnicas de Floculação
e Flotação possibilitam reduções
significativas dos sólidos em suspensão na coluna
d'água, além de alterar drasticamente as taxas
de outros indicadores relevantes para a qualidade da água.
Sob o
ponto de vista econômico, a implantação
da planta de tratamento que coaduna a aplicação
das técnicas de Floculação, Flotação
e Remoção de Efluentes apresenta-se como extremamente
interessante, definindo-se por um baixo investimento relativo
aliado a um baixo custo do metro cúbico tratado.
Por outro
lado, a implantação da solução
preconizada caracteriza-se por representar a ocorrência
de interferências ambientais pouco relevantes em função
da ausência da necessidade de obras de grande vulto
ou não inserção de equipamentos que vinculam
a operação à emissão de poluentes.
A combinação das técnicas de Flotação
e Remoção de Efluentes pode ser classificada,
sob o ponto de vista ambiental, como um processo limpo.
Fonte:
Fábio Bruno Construções LTDA.
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