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A natureza
digere cada tipo de poluente num determinado tempo. Enquanto
alguns poluentes são rapidamente degradados, outros
podem sujar o ambiente por muitos séculos. Veja, a
seguir o tempo de degradação de alguns materiais
e formas de evitar a poluição do ambiente.
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Materiais
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Tempo
de degradação
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Solução
Adequada
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Aço
(latas)
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10
anos
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Reciclar
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Alumínio
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200
a 500 anos
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Reciclar
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Borracha
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indeterminado
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Reciclar
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Cerâmica
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indeterminado
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Usar
em aterros
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Chicletes
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5
anos
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Evitar
o consumo
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Cordas
de Nylon
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30
anos
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Incinerar*
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Filtros
de cigarro
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5
anos
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Incinerar*
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Isopor
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indeterminado
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Evitar
o consumo e reutilizar
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Louças
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indeterminado
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Usar
em aterros
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Madeira
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Mais
de 6 meses
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Reutilizar
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Madeira
pintada
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13
anos
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Reutilizar
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Metais
(componentes de equipamentos)
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Cerca
de 450 anos
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Reciclar
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Metais
(latas de cerveja e refrigerantes)
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100
anos
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Reciclar
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Papel
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3
a 6 meses
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Reciclar
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Plásticos
(embalagens, equipamentos)
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Até
450 anos
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Reutilizar ou incinerar*
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Plásticos
(embalagens PET)
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Mais
de 100 anos
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Reutilizar
e reciclar
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Pneus
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indeterminado
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Reutilizar ou destruir
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Restos
orgânicos
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2
a 12 meses
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Usar
para compostagem
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Tecidos
de algodão
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1
a 5 meses
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Reutilizar
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Tetrapark
(embalagens de leite)
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Mais
de 100 anos
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Reciclar
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Vidros
|
indeterminado
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Reciclar
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*
A incineração deve ser feita em fornos com filtros
adequados.
Na Europa, já existe legislação responsabilizando
os fabricantes pela coleta e destinação final
dos resíduos que seu segmento produza. É o caminho
para cobrar responsabilidades, evitar os enormes depósitos
de lixo e sucata e forçar investimentos no estudo de
tecnologias de reutilização.
Também
é importante que a população aprenda
a respeitar o meio ambiente, evitando jogar lixo nas ruas,
no mato e nas águas. Já existem muitas experiências
de reutilização de resíduos sólidos.
A reciclagem economiza energia e poupa recursos naturais,
reduzindo os impactos ambientais.
Alumínio
Sua produção
consome grande quantidade de energia. Cerca de 8% da energia
elétrica gerada no Brasil é consumida na indústria
do alumínio. O Brasil, felizmente, já é
um dos grandes recicladores de latas de alumínio. Os
produtos de alumínio podem ser totalmente reciclados.
Outros metais
Em geral
podem ser reciclados usando muito menos energia do que a necessária
para sua produção a partir do minério.
O ferro, por exemplo, é facilmente recuperável
por triagem magnética.
Entulho
de material de construção
Há
inúmeras possibilidades de reutilização
na própria construção civil.
Papéis
São
produzidos a partir de madeiras (árvores). Reciclar
papel é preservar árvores. Todos os papéis
podem ser reciclados, para finalidades originais ou para outras
menos exigentes.
Plásticos
Provocam
entupimento de bueiros e poluem morros, lagos, rios, praias
e parques. Existem vários plásticos (polietileno,
poliestireno, PVC e PET) com diferentes propriedades. Sua
reciclagem é pouco praticada, mas produz novos materiais
capazes de substituir madeiras e plásticos novos. Servem
para revestimento de estradas, fabricação de
canos, vigas ou vasilhames.
Pneus
Levam
décadas para se degradar. Neles formam-se depósitos
de água que servem para reprodução de
insetos transmissores de doenças como a dengue. Podem
ser utilizados para fazer muros de contenção,
viveiros de peixes no mar ou, após moídos, transformam-se
em matéria prima para produtos de borracha (como tapetes),
e até para fazer combustível.
Vidros
Podem
ser totalmente reciclados, sendo refundidos, com enorme economia
de energia.
Madeira
Pode ser
reaproveitada para construção de objetos menores,
usada como matéria-prima para compensadoss ou queimada
como combustível.
Pilhas
e baterias
Esses
produtos contém altos níveis de metais pesados,
por isso é proibido descartá-los diretamente
na natureza. Eles devem ser recolhidos pelos fabricantes através
de suas redes de venda e assistência técnica.
É o que estabelece a resolução CONAMA
no 257 de 30/06/99.
Lâmpadas
fluorescentes
Produto
muito usado, que contém mercúrio (25 mg por
unidade). O limite tolerado pelo homem é de apenas
40 mg. Ao contrário das pilhas e baterias, não
existe um programa para o descarte adequado desse produto
que, além de poluir, podem provocar acidentes pelo
vidro e contaminação pelo mercúrio.
Rejeitos
nucleares
O lixo
radioativo é certamente o que provoca mais polêmica.
Ele é uma das grandes preocupações dos
movimentos ambientalistas em todo o planeta. O lixo radioativo
vem dos laboratórios de pesquisa e centros de tratamento
em medicina nuclear (15%) ou das usinas de energia nuclear
(85%).
Alguns
elementos radioativos desintegram-se instantaneamente, outros
têm uma meia-vida (termo técnico para o tempo
de atividade radioativa de determinado elemento) que pode
chegar a milhares de anos.
Nas centrais
nucleares, o rejeito nuclear pode ser o próprio urânio
usado (retirado dos reatores quando sua atividade já
não produz a energia necessária) ou componentes
de equipamentos (tubos, materiais de desmonte e outros materiais)
contaminados. Os rejeitos tecnológicos e os utilizados
em aplicação médica têm vida curta
e fraca atividade radioativa. Entretanto, o combustível
das usinas representa um duplo perigo. Ele tem vida longa
e alta atividade radioativa. O combustível nuclear
utilizado pode ser tratado, mas ainda assim sobram resíduos.
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solução
mais adequada, hoje, para os rejeitos radioativos de vida
longa seria esfriá-los na superfície durante
10 anos e enterrá-los a grande profundidade em camadas
geológicas adequadas (sal, argila, granito, xisto),
sem circulação de água subterrânea
e sem riscos de terremotos. Essa solução, no
entanto, é muito cara. E ninguém quer, em sua
vizinhança, um lixo perigoso que durará milhares
de anos.
Rejeitos
agroalimentares
Os principais
rejeitos agroalimentares são os despejos da criação
e abate de animais e pescados, usinas de cana-de-açúcar,
destilarias, cervejarias, usinas de leite, descartes na seleção
de frutas e legumes e serrarias.
Todos
os rejeitos orgânicos podem ser reaproveitados como
alimento, ração animal ou adubo orgânico.
No entanto, esse cuidado ainda é pouco valorizado pela
humanidade. Com isso, grande quantidade de lixo é produzida
e descartada de forma inadequada. O Brasil é um dos
países que mais desperdiça alimentos no mundo,
desde a colheita até a cozinha.
Isopor
Esse produto
é realmente um grande problema ambiental. É
produzido a partir de um derivado do petróleo, o benzeno,
que é cancerígeno. O benzeno por sua vez, é
convertido em estireno e este finalmente é injetado
com gases que lhe dão a consistência de espuma.
Os gases mais comumente usados são os CFC's.
O isopor
leva em média 500 anos para se decompor em ambiente
natural. Por isso é importante que as pessoas se conscientizem
e lutem para a eliminação dessas substâncias.
Recentemente
um grupo de pesquisa da UNICAMP desenvolveu uma bioespuma
produzida a partir de óleo de mamona, cana-de-açúcar
e amido de milho que se decompõe em 2 anos e meio.
Mas enquanto essa bioespuma não entra no mercado devemos
estar atentos.
Fonte:
CUT - RJ - Comissão de Meio Ambiente e Revista SUPERINTERESSANTE
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